terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Viena dos meus sonhos

Na escola, a minha matéria preferida era história. E, dentre os tópicos de história, o meu preferido sempre foi a Primeira Guerra Mundial. A que mudou tudo. A que industrializou a guerra. A que acabou com a época da inocência, a "belle epoque".

Lembro-me de, na infância, ficar intrigada pelos desdobramentos que resultaram na deflagração da Primeira Guerra. O assassinato do Arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húngaro. Um império imenso, pulsando no coração da Europa, juntando etnias extremamente díspares sob o domínio da mais tradicional e influente das famílias reais, os Habsburgos.

Lembro-me de, criança, deitada na cama, olhando o teto e imaginando a capital desse império perdido, no seu auge no século XIX. Dentre neve, prédios imponentes, museus, óperas, casacos de pele e o som da valsa, a rodopiar, a rodopiar...

Viena já foi o centro do mundo. Foi lá que os grandes poderes juntaram os cacos resultantes das guerras napoleônicas. Foi lá que o destino e o mapa da África foram traçados. E foi lá, na mesma Convenção em 1815, que Portugal deu-se conta de que tinha perdido a voz e a vez como um dos grandes poderes coloniais. A independência do Brasil foi consequência.

Tudo isso pra dizer que conheci, e não conheci, Viena. Estive lá, e sim, fiquei maravilhada com arquitetura imponente, a elegância das suas ruas, a riqueza de detalhes e de história em cada esquina, em cada museu. Fiquei maravilhada com os tradicionais cafés, os doces vienenses, e a linda iluminação noturna.

Mas o tempo todo, senti-me como se Viena me escapasse. Tão majestosa, impregnada de cultura, e o tempo curto da viagem escorrendo-me pelos dedos. Queria ver muito mais, queria experimentar muito mais, desvendar-lhe muito mais mistérios e histórias. Por isso, apesar de muito feliz, também me senti muito frustrada.

Viena, isso não fica assim. Definitivamente, definitivamente, nos veremos de novo.

Para ver fotos de Viena, clique aqui.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Andaluzia, a Espanha que parou no tempo

Depois de conhecer Bilbao e La Rioja, duas representantes do norte da Espanha, fui parar na Andaluzia, no extremo sul do país.

Ao invés de florestas e montanhas, uma planície desértica. Ao invés dos frios e elegantes ares europeus, um mar de azul cristalino e um sol de rachar, como se estivéssemos nos trópicos.

Pode-se dizer que a Andaluzia não é só Espanha, mas sim onde a Espanha é mais Espanha. É o lugar que deu origem ao flamenco e às touradas. É onde as pessoas falam muito, falam alto e riem de forma desbragada, como se todos eles fossem personagens de um filme de Almodóvar.

E, ao mesmo tempo, vejam só. É tão africana, a Andaluzia. Estamos falando do norte da África, a região dos mouros, o povo que dominou a província por séculos, mas isso foi mesmo quando? Ah, sim, foram embora em 1609. E, no entanto, a influência árabe ainda está lá, na arquitetura, nos mosaicos, na comida, nos nomes dos lugares.

Por isso, ao percorrer as bucólicas vilas de casas brancas, como Vejer e Conil de La Frontera, a sensação é de voltar no tempo, não apenas algumas décadas como em La Rioja, mas, quem sabe, alguns séculos? Ao contemplar o contraste entre o céu e mar azul, e a aridez amarronzada do deserto, tem-se uma sensação incrível de falta de pressa. Falta de urgência, porque é tão bom parar tudo e apenas curtir o momento, curtir o sol e a brisa preguiçosa, e lá todo mundo está sorrindo, mesmo.

De volta à Londres, vejo o noticiário econômico. Estatísticas oficiais mostram que o desemprego na Espanha chegou a 25% da população, sendo que essa marca alcança os 60% na Andaluzia.

Tento assimilar. Sessenta por cento da população não tem emprego. Ah, Andaluzia. Só mesmo rindo pra não chorar.

Para ver fotos de Vejer, clique aqui.
Para ver fotos de Conil de La Frontera, clique aqui.

sábado, 17 de dezembro de 2011

La Rioja, um brinde à Espanha

Saindo do País Basco, em direção ao sul, dá pra notar claramente a mudança de paisagem. Deixa-se pra trás as montanhas verdejantes, pulsando em florestas coníferas. E entra-se em um território ainda montanhoso, mas mais árido, com matizes pedregosas de cinza e marrom. E a vegetação torna-se rasteira, pequenos arbustos aqui e ali. Agora sim, Espanha. Mais especificamente, a menor província da Espanha, La Rioja.

Se você gosta de vinho, provavelmente já deve conhecer esse nome. Sim, La Rioja, mesmo tão pequena, produz o vinho mais famoso da Espanha. E quanto orgulho dessa tradição, preservada em inúmeras variedades de uvas e bodegas, famílias que cuidam dos seus parreirais com tanto fervor quanto os seus antepassados.

O que quase ninguém admite é que a região deve muito aos franceses. Pois sim, La Rioja é atravessada pelo Caminho de Santiago de Compostela, o caminho de devotos que sai do sul da França e vai desaguar no litoral atlântico, na região da Galícia. Dessa forma, no meio do caminho, entre rezas e promessas, vieram as tecnologias e práticas que ajudaram muito a desenvolver o processo de produção e conservação dos vinhos, que hoje são um dos principais produtos de exportação espanhóis.

La Rioja não tem a urbanidade cosmopolita de Bilbao. Mesmo a sua capital, Logroño, tem um ar de cidade pequena, provinciana. Suas ruas são estreitas, seus bares ficam lotados à noite, de segunda a segunda, servindo uma variedade incrível de vinhos e tapas. Quase não se vê pessoas apressadas, carregando notebooks e smartphones. E sim, tudo fecha na hora da siesta.

Como se o mundo ainda tivesse aquela cadência tranquila de 50 anos atrás. Como se ainda pudéssemos apreciar a vida com a calma e deleite de quem toma uma boa taça de vinho. É compreensível, mas infelizmente não me admira que os espanhóis estejam ficando para trás em um mundo altamente competitivo e globalizado.

Tim-tim.

Para ver fotos dos vinhedos, clique aqui.
Para ver fotos de Logroño, clique aqui.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Bilbao, a Espanha que não é Espanha

Bilbao foi onde pisei pela primeira vez em solo espanhol. Quer dizer, Espanha, apenas oficialmente, já há alguns séculos, mas sem convicção, pois Bilbao é a capital do seu próprio país, o País Basco. País esse que sobrevive em tudo, menos em nome.

A etnia basca, com sua língua cheia de consoantes e acentos improváveis, ninguém sabe de onde veio. Não são parentes de povo nenhum da Europa. O que se sabe é que, muito antes da Espanha ser Espanha, já existia o País Basco. Naquela trincheira verde e montanhosa no norte da Península Ibérica, fazendo negócios e prosperando. E tentaram dizimá-los, proibiram a sua língua, mas qual o quê. A impressão que dá é que a Espanha vai passar, e o País Basco vai ficar.

Fiquei apenas algumas horas em Bilbao. Vi a fachada do belíssimo Museu Guggenheim, passeei um pouco à beira do rio. Andei até a Cidade Velha, com suas ruas escuras, que ainda guardam uma pesada e, por isso mesmo, encantadora atmosfera. E, mesmo que por algumas horas, amei Bilbao, tão exótica e ao mesmo tempo tão familiar, com seus ares de metrópole sofisticada e europeia. Sim, europeia. Mas espanhola, não.

Para ver fotos de Bilbao, clique aqui.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Bruxelas, je t'aime

Devo confessar que não estava com muitas expectativas em relação à capital da Bélgica. Não se fala de Bruxelas com o mesmo encanto que se fala de cidades como Paris, Madri, Roma, certo? Além disso, é natural que se pense que o local escolhido para ser a capital administrativa da União Europeia seja cinza e burocrática como a própria instituição.

Por isso mesmo, Bruxelas se revelou uma encantadora surpresa. De um lado, as vantagens da cultura e língua francesas, com destaque para os charmosos bistrôs e a culinária espetacular. Do outro, o toque descontraído da cultura flamenga (que também é predominante na Holanda), o que faz os belgas serem consideravelmente mais relaxados e amigáveis que os franceses.

O resultado é uma cidade extremamente cultural e de arquitetura interessantíssima, com destaque para a maravilhosa Grand Place. Um lugar vibrante, mas ao mesmo tempo acolhedor, onde o tradicional e o moderno se misturam. E onde a sisudez europeia é frequentemente quebrada com um elemento simpático como arte de rua.

Ok, ok. Nada disso te convenceu? Então só digo uma palavra pra você: Chocolate.

domingo, 14 de agosto de 2011

Que país é esse?

Esse post foi um pedido da minha grande amiga recifense, Taciana. Muitos de vocês devem ter lido ou visto alguma coisa sobre o que aconteceu em Londres e em algumas outras cidades da Inglaterra nessa última semana. O que começou como um protesto pacífico contra a morte de um rapaz pela polícia, resultou em uma onda de saques e violência em vários pontos da cidade e do país. Na TV e nos jornais, nas ruas, nos trens, nas conversas de escritório, o tema central era um só: O que aconteceu? Como chegamos nesse ponto? E, principalmente, para onde vamos agora?

Pra mim, o mais assustador não é nem exatamente a violência, que na maior parte do tempo foi mais direcionada a lojas e prédios do que a pessoas. Não se justifica, e pessoas ficaram feridas de uma forma ou de outra, lógico. Mas o pior, o mais perturbador, foi ver a cara dos "manifestantes" nos jornais e na TV. Jovens. Muito jovens. Crianças, pra falar a verdade.

E daí os intelectuais de esquerda e os políticos linha-dura de direita apresentam as explicações simplistas. É coisa de imigrante, de gente preta, dizem uns. Ora, mas as imagens mostram claramente a participação de crianças de todas as raças! É falta de perspectiva e de emprego, dizem outros. Seria, sim, mas como vc explica o uso maciço de Blackberries e Iphones para articular as "manifestações"?

O triste é quando a explicação do Governo direitista é a que faz mais sentido: É falta de porrada, falta de disciplina. Onde estão os pais dessas crianças? Que tipo de coisas elas aprendem nas escolas?

Lembrando que esse foi o país que adotou a "Lei da Palmada", que tornou crime pais darem qualquer tipo de punição física aos filhos. Também é o país que dá milhões de benefícios aos pobres e, principalmente, às mães solteiras, a ponto de muitas acharem que nem precisam proporcionar uma figura paterna aos filhos.  É o país que instituiu leis draconianas para impedir que crianças se machuquem, o que resultou, por exemplo, em escolas proibirem qualquer tipo de esportes nas suas quadras. E daí você pergunta, foi esse o resultado de tanta intervenção estatal?

No meio do turbilhão, alguns exemplos de heroísmo que merecem ser louvados. Os comerciantes turcos que enfrentaram os saqueadores e os colocaram pra correr. O pai que perdeu o filho, fazendo um apelo absolutamente equilibrado para que os jovens parassem com a violência. As comunidades que se organizaram para limpar o que restou das suas ruas, tendo como símbolo a vassoura e a xícara de chá equilibrada sobre o escudo da polícia de choque.

Daí você pensa que sim, nem tudo está perdido, ainda existe esperança no ser humano. Mas lembre-se bem disso, na próxima vez que for criticar o Brasil: Não existe país perfeito nesse mundo.

PS- Imagem tirada desse blog aqui.


sábado, 9 de julho de 2011

Museus, museus, museus!

Pense num assunto aleatório. Pode ser qualquer um, qualquer um mesmo. Pensou? Bem, é provável que em Londres exista um museu sobre isso!

Existe o museu de design, o museu de ciência, o museu sobre Freud, o museu da infância, o museu das guerras imperiais, o museu das guerras não-imperiais. O museu do Egito. O museu do tempo, em Greenwich. O museu do mundo, também chamado de British Museum. O museu da moda. O museu das pinturas grandiosas e também o museu dos retratos. E, pasmem! Até um museu sobre Londres mesmo. E, você pode apostar, todos ou pelo menos quase todos podem ser visitados gratuitamente.

A foto, meio mal tirada, é da fachada do Museu Geffrey, escondido nos rincões do East End londrino. Museu de história interessante; originalmente era um casarão construído por um ricaço, para servir de alojamento para famílias pobres, numa área que na época era basicamente uma favela. Com o tempo, e depois dos bombardeios dos nazistas, a área foi sendo modernizada, e hoje é um dos bairros mais "moderninhos" da cidade.

E então o casarão de Sir Geffrey virou um museu de decoração de interiores. Parece esdrúxulo, eu sei, mas é fascinante. Você começa visitando uma sala-de-estar do século XVI e, aos poucos, descobre como os móveis, as texturas, as cores vão mudando ao longo dos séculos. Descobre que a cozinha costumava ser no subsolo, que os banheiros eram nos fundos da casa, e que o grande modismo no século XIX era ter tudo bem simples e austero, o que viria a ser o oposto na década de 1930.

Enfim, mais um dos excêntricos e adoráveis museus londrinos. E olha que eu nem gosto de decoração :-P

sábado, 4 de junho de 2011

Dos prazeres da carne

Uma das coisas que mais me chamaram a atenção quando cheguei ao Reino Unido foi a popularidade do vegetarianismo. Quase todos os restaurantes e cafés têm mais de uma opção vegetariana, as revistas de culinária sempre apresentam seções com várias receitas vegetarianas e, nos jornais e em certos círculos sociais, o lobby em favor do vegetarianismo é forte.

Em primeiro lugar, quero deixar claro que falo de vegetarianismo — Se bem que algumas coisas podem ser aplicadas à sua vertente mais radical também, o veganismo.

Bem, quais são os argumentos em favor do vegetarianismo? O argumento da moda é a questão ecológica. Animais demandam espaço e recursos, e por causa disso o aumento da demanda no consumo de carne gera a devastação das florestas, principalmente a floresta Amazônica.

Ora, fico pensando o seguinte: Todos sabem que a carne e outros alimentos derivados de animais são uma grande fonte de proteína. E o corpo precisa de proteína. O problema é, a meu ver, o seguinte: Qual é a alternativa à carne e derivados? Soja e derivados. Só que a soja é tão nociva ao meio-ambiente e às florestas quanto a carne. Em primeiro lugar, porque se trata de uma monocultura. Em segundo, porque a soja também demanda espaço e recursos, e o aumento do cultivo também ameaça as florestas, inclusive a floresta Amazônica. Ou seja, se todo mundo virar vegetariano, as florestas serão devastadas do mesmo jeito.

Fora que, ao contrário da carne, a produção de soja é concentrada em poucos países. Nesse sentido, a soja ainda demanda mais do meio ambiente porque precisa ser transportada através de continentes. Aliás, isso acontece também com certos tipos de frutas e legumes aqui na Europa, que são cultivados e demandam recursos em países tropicais, e ainda precisam ser empacotados e transportados pro outro lado do mundo. Seria muito mais ecológico comer a carne que é produzida no próprio país.

Outro argumento seria a questão da saúde. Vegetarianos seriam mais saudáveis que carnívoros. Será mesmo? Já vimos que substituir a proteína pode ser um problema. Além disso, dá pra ser vegetariano e ainda assim se empanturrar de chocolate, pão e massa. Uma coisa que eu aprendi lendo revistas culinárias é que receitas vegetarianas podem conter mais gordura do que as carnívoras. Já que legumes por si só podem não ter tanto sabor e nem sempre produzem a mesma sensação de saciedade, então a tendência é colocar um monte de queijo, óleo, sal, etc. Vegetarianismo por si só não garante que a alimentação seja variada e saudável.

Não estou aqui condenando o vegetarianismo. Pessoas são diferentes e devem poder escolher a alimentação que melhor lhes convêm. O que penso é que as pessoas estão se focando na questão errada. O importante não é se você come carne ou não. É se você come bem, de forma balanceada e sem excessos. Lembrando que, quanto mais alimentos orgânicos e locais você comer, melhor pro meio ambiente.

Fica aqui o meu manifesto.

E você, o que acha do vegetarianismo?

sábado, 23 de abril de 2011

Afinal, pra que serve a família real?

Tá, eu confesso. Antes eu achava a família real britânica um charme. Esse negócio de ter reis, rainhas, príncipes, guarda imperial, aristocratas... Tudo tão pomposo e exótico que parece ter saído diretamente das páginas de um livro de história.

E sim, de vez em quando ainda acho bonitinho. Acho a Rainha Elizabeth II uma graça, principalmente quando mostra ser pé-no-chão e sem afetações. A história do pai dela, ao vencer a gagueira, foi formidável. William e Harry não são tão ruins também, pelo menos parecem ter algum senso de realidade.

Mas e o intragável do Charles? Será que a monarquia será tão popular quando ele for rei? E o seu irmão Andrew, envolvido em várias maracutaias pelo mundo afora? E a sua sobrinha Eugene, que gastou milhões dos cofres públicos só porque queria viajar pelo mundo e precisava de segurança 24h por dia?

Esse é o problema da família real. Se forem pessoas legais, ótimo. Mas, se não forem, o país tem que aceitar assim mesmo. E pagar pelas suas despesas, que não são poucas. E o que eles fazem, mesmo? Ah sim, atraem turistas. E participam de cerimônias.

Mas, será que vale a pena tanto gasto? Até que ponto é válido manter essa família só por apego à tradição? Lembrando que, enquanto isso, o povo está sofrendo porque vários empregos e serviços públicos estão sendo cortados sob a justificativa de que o país está sem dinheiro.

A verdade é que, vendo pelo lado de dentro, não acho mais a família real assim tão espetacular. E não, provavelmente não assistirei o casamento real, pois estou achando esse hype todo bem brega mesmo. É, acho que no final das contas não sou mesmo muito romântica :-P

PS- Não sei se dá pra ver direito, mas a foto mostra uma estátua do famoso Henrique VIII, o tal que rompeu com a Igreja Católica.

segunda-feira, 21 de março de 2011

É primavera...

O dia de hoje, 21 de março, marca a chegada da primavera no hemisfério norte. E que chegada! Dia lindo, ensolarado, céu azul e temperatura agradável. O tipo de dia que te faz ter aquele impulso quase irresistível de jogar tudo pro alto e ir curtir a vida ao ar livre. Porque é isso que a primavera faz.

O verdadeiro significado da primavera, contudo, vai mais além. Não se compreende a primavera, em toda a sua promessa de renascimento, em toda a sua expansão de felicidade, sem ter experimentado as agruras do inverno.

E que inverno esse último. Chegou mais cedo, em novembro, atropelando o belo outono das matizes douradas. Trouxe um dezembro que ganhou o título de mais frio desde 1890. Muita neve, muita escuridão, muita roupa pesada e vontade de não sair de casa. Porque é isso que o inverno faz. Tolhe os movimentos. Suga a energia. Verdadeiro teste de força e coragem, o inverno.

Por isso, quando hoje caminhei pelas ruas ensolaradas, quando tirei o cachecol e o casaco e respirei o ar fresco e senti o calor do sol sobre a pele, me senti extremamente feliz.

Seja bem-vinda, primavera. Tenho te esperado há tanto tempo. E que todos nós sejamos felizes nesse novo ciclo que se inicia.

PS- No hemisfério sul o dia 21 de março marca a chegada do outono. Acho que se estivesse no Brasil estaria feliz também, pela promessa de um pouco de frio depois de um verão escaldante ;-)